http://www.youtube.com/watch?v=OTaxBkQ8jl4
Resolvi escrever de novo porque lembrei de umas coisas.
1. A favela onde eu morei, chamada Barreira do Vasco, talvez tenha parte das casa removida para os próximos eventos esportivos. Há um projeto de ampliar a rua que dá acesso a comunidade e ao estádio de São Januário.
2. Um dia minha mãe me disse, no meio de uma conversa: sabe o que eu queria? eu queria ter sido médica ou professora. Continuamos conversando, calmos, sorrindo. Depois fui no quarto e chorei. Pensando que ela concluiu o primário quando eu estava no ensino médio, que eu lembre... Lembrei de como eu era uma criança arrogante, que ensinava o modo correto de falar, e de como as pessoas gostavam disso. Essa arrogância a gente não pode ter como artista. Arrogância infantil. Por isso postei a música do Gil, e não do Caetano. Por mais que eu ame Caetano.
3. Chove.
4. Gostei da ideia da Nina no último post dela.
5. Mas podemos ter uma arrogância infantil se brincarmos de ser criança. Acho isso bom. Adoro quando a criança vem!
6. Aquele dia dos sons foi muito significativo pra mim (a proposta de Bella). Se conectar misteriosamente. Comunicação não-verbal. Raiz do movimento. Raiz do som.
7. E a televisão continua o mesmo nojo de sempre. O CQC, inclusive. Aquela humorista, muito boa, por sinal, com muita técnica, perguntando se as pessoas sabiam cantar o Hino Nacional. Mas é do Hino que precisamos? E será que as pessoas aprenderam o Hino na escola? E será que as pessoas foram na escola. Não. Eu digo porque eu sei (bato no peito como uma entidade enviada para dizer isso): as pessoas não foram à escola. Mas essas pessoas sabem que é um absurdo o aterro do Flamengo Jesus tsc tsc um dia o mar vai tomar o que é dele. Entre outros saberes necessários para o próximo milênio, eu não li esse livro mas parafraseio. A Globo vira piada na Argentina. Fico feliz. Mas depois lembro que as pessoas não sabem espanhol. As pessoas na sala de jantar. Mas as pessoas na sala de jantar. Assistem a novela com música do Gonzaguinha, que já foi gravada pela Bethânia, mas agora recebe uma gravação especial do Daniel. (Fui arrogante?)
8. Pesquisar funks desconhecidos ou esquecidos, o marginal do marginal.
Arrogância infantil... Eu ainda sou. Encho a boca para falar discursos morais de respeito com a minha mãe. E percebo que estou fazendo a mesma coisa. E me dá pena... E eu não sei voltar atrás na intenção.
ResponderExcluirA criança é ótima
as crianças são horríveis.
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