Morro de medo de fazer teatro de rua
na rua
Medo de não ser vista
Tão grande que disfarço, me diluo na plateia
E vou embora.
Dá medo de falar. Daquilo que não está construído e vai se construir comigo. E eu sei disso. Que vai. Que tem. Dá medo de ter medo na hora. Se está sendo bom, medo de não ser mais no minuto seguinte. A queda é grande. Medo de estar sendo ruim e eu não ter crédito - não ter feito coisas boas suficientes que anulem a ruim nessa economia das críticas.
O que você achou? Estupro. Depois do filme, vestir as camadas ao se deparar com tudo de externo que continuou construído. O mundo foi aquilo que apareceu junto com o filme, do encontro entre eu e o que eu passava a ser.
Criar é ancorar quando se habita o transitório. Como construir alças pesadas, que esbarram no chão. Uma organização.
Crio porque quero ser amada. Quero criar teias, redes de intensidade que capturem, que possam entrar, a-tra-ves-sar (imagem, não conceito) densidades, até chegar na resistência.
Crio porque quero ir para fora de mim mesma. Quero resistir proliferar reproduzir continuar viva. Continuar sendo vida.
Quero continuar vivendo Hilda em vocês.
Bom ou ruim é uma falsa questão. Achata. Chatiiinha essa questão...
A busca é pela vida. Pela ressonância.
Curiosidade sobre o que ressoa.
Ressoou?
Como te soa?
A palavra, o gesto, já são ressonâncias...
A gota de tinta também.
Por isso o exercício. Pra saber que palavras ressoam e como do silêncio de cada um. Dos nossos medos.
O que foi dito - 2012
ResponderExcluirDESEJO
Lucas
Liberdade e autonomia do dinheiro para ter um lugar
investir em alguma coisa que leve à liberdade
Possibilidade
Liberdade total dá medo. Mas não tenho medo de ter medo
No facebook disseram que o medo da frustração gera dor e sofrimento
Busco a concretude como algo que está vivo não ligado ao pensamento concreto e não à imagem de algo que a dente nem sabe o que é
Tudo é físico, alma é físico
As coisas existem independente de mim mas espero trabalhar para reagi ao que está acontecendo na vida
As coisas dependem e independem de mim. Independem para existir. Para elas existirem não dependem de mim. Mas se põe em relação à mim.
E a liberdade?
Existe e inexiste.
Tem que se viver minimamente. A liberdade é para cima e para fora.
Mas pode ser para dentro também. Muito! Como o ar. A gente bota para dentro e para fora. Quase dentro, quase fora.
Como, também, quando nos relacionamos com crianças.
Tenho tido um pensamento político biológico. De preservação. Se preservar na terra. Você e a terra. Você e as folhas.
Desejo
Foca os objetivos tenho medo do que desejo. O medo não deixa ir atrás. Em que medida é o medo que te guia.
Desejo -> O outro influencia. Desejo pode ser felicidade.
Desejo / Coragem / Força / Outro / Desejo
Ser autêntico / Desejo / Legitimar / Egoísmo
Desejar livremente. Desejo livre por si só. Pela referência e através do outro.
-> O desejo são ...
Desejo / Vertigem
-> desejo / teia de desejo
"A arte pra mim é uma manifestação do desejo. Vou mergulhando no desejo.
O teatro me dá desejo de.....
MÍDIA IDEAL
Qual o protótipo de uma mídia ideal?
-> Fluxo de informações livre na internet.
-> Mídia audiovisual tem um lado ... para ... uma linguagem.
- Uma linguagem ... pode ser muito libertadora?
-> ... é válido quando não tem investimento parcial. Propositivo.
A potência das coisas está no próprio ato.
-> Todo ato tem uma potência em si.
O ato é um ...
- É importante a mídia produzir utopias?
-> Sem utopias você não sai do lugar para beber água.
-> Internet é uma mídia que não está centrada no conteúdo.
- Qual a relação entre mídia e propaganda?
PROPAGANDA como arma de discurso e como potência ...
Qual você acha que é a mídia com mais convergência
a internet, porque a informação não para pela mesura como ... se não se mexe isso não acontece você completa a informação e criar discurso você desliza sobre a internet o livro
ResponderExcluirMÍDIA COLETIVA
-> Sociedade que se baseia no olhar.
-> A gente deslocou a idéia de romantismo.
O Romantismo ainda é vigente hoje em dia
CORPO
Como lida com o corpo do outro?
- Próprio e diferente do meu
- Pois o outro corpo tem outra energia
- ... - em ... com algo que você não sabe.
- Contato com o outro -> contato com si mesmo
- Ser e não ser si?
-> se encontrar e se perder.
-> e não pensar o que vai ser em relação com o corpo do outro
O processo de liberdade; encontrar o seu contorno ou perder o seu contorno
O conceito cria coisas que podem ser usadas como brincadeira
O corpo tem moral?
-> bem ou mal? -> sensação de perigo
-> imagens, ...
As imagens que prendem?
-> sujeira, maldade, clichês, grupos, auto-imagem
Foco em algo em ser bom ou mal?
mal -> agradar ao corpo do outro, todas
- não agradar
-> é um retrato do que não
-> padronizar a estranheza?
-> criar as memórias, quando grupos poderiam gerar ruidos
-> é difícil falar dos corpos não agradam, de sua história
-> corpos que estão ficando presos por conta da mídia
-> mas esses
A busca pela perfeição extranha?
-> ... , é lógica, é rápida, é determinante
-> é inquestionável
Como inquestionável?
-> todos buscam, não a tempo para buscar
-> é uma coisa que está sempre mudando
-> não tem como definir
-> não percebem o que vai acabando nessa mudança
-> a perfeição não é móvel
-> é sempre o que é visível
-> é ... à exclusão no valor
ResponderExcluirMERCADORIA
O que é mercadoria?
-objeto que vai ser trocado por um valor que não está nele mesmo. Que é atribuído por outrem, não pelo objeto em si.
É possível um objeto ter um valor em si?
è O objeto diz sendo ele. Existe uma essência do objeto?
è O objeto em si atribui valor nele mesmo? Valor absoluto é a coisa em si, a coisa sendo a coisa sempre.
Uma mercadoria, você atribui o valor.
è Porque uma vela é boa e outra não é?
è Para valorar alguma coisa ela tem que ser qualificada. Tem que ser atribuído um valor a ele.
è As medidas: volume, tamanho, espessura.
è Se você tira a valoração da coisa, ela deixa de existir?
è A medida abstrata da coisa sempre vai existir em referencia a outra.
Sobre a fala da Nina sobre mercadoria?
Existe um valor comum que é a medida inventada que serve de base, por trás da coisa que é a troca existe o referente, e linguagem é mercadoria.
è Como você valoriza as coisas? De onde você parte? Da utilidade e da validade real daquilo – o valor real deveria ser a medida do que aquilo é pra você – as coisas deveriam sempre ser medidas por um valor externo para guiar a troca, como se fosse um piso, nem que fosse minimamente.
è A cada valoração deve-se haver um novo padrão, para cada situação. O conceito e o valor cambiando conforma a necessidade momentânea. Se propõe ser fixa mas é flutuante.
è Sempre é preciso que haja um referente comum? Não. Quero pensar que não. Não seria o bem comum mas a necessidade individual da troca.
è O papel da arte é problematizar esses valores.
è O capital como A referencia instiga o desejo, não pela coisa em si, mas pelo capital, o que é injusto porque o que se produz para produzir capital é fora dele.
è O peno funcionamento de desejo é a fabricação incansável de mundos.
CORPO
è O que é corpo?
Abrangente a muitas coisas, se movimenta não é estático e micro nos constitui e isso é da ordem da intuição e do desejo e a gente diferencia e cristaliza a separação disso. Difícil o limite do corpo com o outro, e do ambiente com o corpo. O corpo docente é como órgãos que operam de modo harmônico, que se comunicam.
Você acha que Gisele Bündchen é uma mercadoria?
ResponderExcluirTambém, ela se torna um produto --> no momento --> mercado
Nenhum --> não passa nada
Produto de padrão estético
Útil? --> manifestações que fujam dos padrões
Padrões de beleza --> exercício físicos --> necessidade de padrão inútil --> está sempre tentando alcançar um padrão, então não se acha um padrão
Certo e errado
Padrões --> falsa idéia de utopia --> não é busca por padrão
Qual a sua utopia?
Não tenho. Talvez seria encontrar o aqui e o agora, o que é muito difícil. Estamos afogados numa idéia.
O que você possuir?
Eu desejo muitas coisas fúteis também. Um TV para sala de vídeo, conforto. Necessidade pelo conforto através. Não consigo me imaginar nenhuma possibilidade de conforto sem dinheiro?
Conforto acaba se uma mercadoria.
Conforto é me sentir bem onde eu to.
Não consegue imaginar conforto sem mercadoria?
A casa da Nina é confortável. O Bairro Peixoto.
Consegue imaginar um conforto não ligado às necessidades mercadológicas.Não me sinto confortável longe das pessoas da multidão e da estrutura.
Você acha que a mídia pode não ser padronizadora?
Sim, se ela soubesse abarcar seus canais --> principalmente em um país multicultural
Canal Brasil e Nat Geo à fazem parte de uma mesma filiação Globosat --> da mesma maneira que os outros canais
A internet é rizomática --> escoamento facilitado de informações --> acesso praticamente qualquer conteúdo
E mesmo os dados pessoais --> pode ser sim mau uso
Julio
ResponderExcluir- qual a mídia mais forte?
A televisão, no Rio a Rede Globo, ligada à lógica americanizada o principal canal em compraração
Agora temos a internet como concorrente e cfomo inspiração da estrutura capitalista anti-antropofágico
- televisão boa dá certo?
Não sei senão já daria certo, a MTV começou como não-mass media mas acabou se sedendo, os canais como TV Cultura e os do Senado não têm audiência
Os filmes os seriados o BBB
- o que leva as pessoas a procurar PeC na mídia
O conforto de se mexer menos possível físico que se liga com a condição do corpo
A multiculturalização é pensar sobre estar aqui agora, e não é uma situação de conforto.
Mídia
Séries, filmes. Suscetível ao que estão oferecendo. Se não me fizer bem eu não vou ver. Me irrita como ruído o anúncio: tem uma hora em que não entendo porque essa repetição. Acabo vendo o anúncio. Acho que é de propósito. Maldade da piada. Gastos bilionários pra fazer uam série de gosrdos, que escrotize os gordos.
A amizade aparece de forma casual. Arqétipos. Moral.
Animal como amigo. Teoricamente é mais sincero.
Exploração. Prevalecer após exploração.
Doentes mentais.
Minorias.
Corpos que não agradam.
Busca da diferença. Fugir de um padrão. Identidade própria. Mas acaba-se entrando em outro grupo já padronizado.
O tempo – tanto o tempo como velocidade como o tempo que é.
Busca do tempo-agora.
Culturas de civilização. Pós indútria. Pós guerra. Culturas indígenas
Perfeição européia. Japoneses buscando perfeição.Eu não sei o que buscar pro meu corpo.
Você acha que Gisele Bündchen é uma mercadoria?
Também, ela se torna um produto --> no momento --> mercado
Nenhum --> não passa nada
Produto de padrão estético
Útil? --> manifestações que fujam dos padrões
Padrões de beleza --> exercício físicos --> necessidade de padrão inútil --> está sempre tentando alcançar um padrão, então não se acha um padrão
Certo e errado
Padrões --> falsa idéia de utopia --> não é busca por padrão
Julio
- qual a mídia mais forte?
A televisão, no Rio a Rede Globo, ligada à lógica americanizada o principal canal em compraração
Agora temos a internet como concorrente e cfomo inspiração da estrutura capitalista anti-antropofágico
- televisão boa dá certo?
Não sei senão já daria certo, a MTV começou como não-mass media mas acabou se sedendo, os canais como TV Cultura e os do Senado não têm audiência
Os filmes os seriados o BBB
- o que leva as pessoas a procurar PeC na mídia
O conforto de se mexer menos possível físico que se liga com a condição do corpo
A multiculturalização é pensar sobre estar aqui agora, e não é uma situação de conforto.
Mídia
Séries, filmes. Suscetível ao que estão oferecendo. Se não me fizer bem eu não vou ver. Me irrita como ruído o anúncio: tem uma hora em que não entendo porque essa repetição. Acabo vendo o anúncio. Acho que é de propósito. Maldade da piada. Gastos bilionários pra fazer uam série de gosrdos, que escrotize os gordos.
A amizade aparece de forma casual. Arqétipos. Moral.
Animal como amigo. Teoricamente é mais sincero.
Exploração. Prevalecer após exploração.
Doentes mentais.
Minorias.
Corpos que não agradam.
Busca da diferença. Fugir de um padrão. Identidade própria. Mas acaba-se entrando em outro grupo já padronizado.
O tempo – tanto o tempo como velocidade como o tempo que é.
Busca do tempo-agora.
Culturas de civilização. Pós indútria. Pós guerra. Culturas indígenas
Perfeição européia. Japoneses buscando perfeição.Eu não sei o que buscar pro meu corpo.
Você acha que Gisele Bündchen é uma mercadoria?
Também, ela se torna um produto --> no momento --> mercado
Nenhum --> não passa nada
Produto de padrão estético
Útil? --> manifestações que fujam dos padrões
Padrões de beleza --> exercício físicos --> necessidade de padrão inútil --> está sempre tentando alcançar um padrão, então não se acha um padrão
Certo e errado
Padrões --> falsa idéia de utopia --> não é busca por padrão
Mídia
ResponderExcluirSéries, filmes. Suscetível ao que estão oferecendo. Se não me fizer bem eu não vou ver. Me irrita como ruído o anúncio: tem uma hora em que não entendo porque essa repetição. Acabo vendo o anúncio. Acho que é de propósito. Maldade da piada. Gastos bilionários pra fazer uam série de gosrdos, que escrotize os gordos.
A amizade aparece de forma casual. Arqétipos. Moral.
Animal como amigo. Teoricamente é mais sincero.
Exploração. Prevalecer após exploração.
Doentes mentais.
Minorias.
Corpos que não agradam.
Busca da diferença. Fugir de um padrão. Identidade própria. Mas acaba-se entrando em outro grupo já padronizado.
O tempo – tanto o tempo como velocidade como o tempo que é.
Busca do tempo-agora.
Culturas de civilização. Pós indútria. Pós guerra. Culturas indígenas
Perfeição européia. Japoneses buscando perfeição.Eu não sei o que buscar pro meu corpo.